28.12.11
É preciso lembrar que férias também exigem responsabilidade
Férias é sinônimo de descanso e diversão. Mas também é preciso ter algumas responsabilidades para evitar os riscos. Já pensou se você e o seu cão saem de casa saudáveis e voltam infectados pela leishmaniose? Por isso, o Médico Veterinário e Gerente Técnico da Intervet/Schering-Plough, Andrei Nascimento, preparou algumas dicas importantes para garantir a saúde e bem-estar tanto do dono quanto do cão, principalmente para aqueles que vão viajar para regiões onde a incidência da doença é crítica.
Para iniciar, o Médico Veterinário cita algumas regiões que valem a pena ter atenção redobrada. “Florianópolis, por exemplo, está vivendo um surto de leishmaniose canina. Até o momento já foram registrados mais de 15 casos da doença em cães, na região da Lagoa da Conceição. Para evitar que o seu “melhor amigo” seja picado pelo mosquito transmissor (o mosquito palha), a melhor arma é a prevenção”, ressalta. Outras regiões endêmicas no Brasil são Campo Grande/MS, Brasília/DF, Belo Horizonte/MG, Bauru e Araçatuba/SP e todo o Nordeste.
“O Brasil é considerado uma região endêmica e o uso da coleira impregnada com deltametrina a 4%, principio ativo repelente e inseticida recomendado pela Organização Mundial da Saúde, é sempre recomendado”, explica Nascimento. A coleira, além de prática, é segura, não tem cheiro e atua como auxiliar no controle de carrapatos e pulgas. Imediatamente após iniciar o uso, a coleira começa a liberar o seu princípio ativo, a Deltametrina, que se distribui de forma rápida e uniforme pela pele do cão, protegendo-o por até quatro meses. “Se viajar para locais onde ocorreram surtos, o uso da coleira é imprescindível”, finaliza.
Já para os humanos, o ideal é utilizar repelentes, principalmente no entardecer, horário em que os insetos estão em busca de alimentos.
Para combater o avanço da doença no País, o Ministério da Saúde anunciou que fará um projeto-piloto de encoleiramento em massa de cães como uma das medidas de controle da leishmaniose visceral a partir de 2011. As coleiras (Scalibor®, da Intervet/Schering-Plough Animal Health) serão distribuídas gratuitamente pelo governo para algumas cidades brasileiras consideradas endêmicas, contempladas no estudo (ainda em análise).
Evite:
- Passear com os animais, principalmente nas regiões mais acometidas pela doença, nos horários de alta atividade dos insetos (final da tarde e durante a noite).
Recomenda-se:
- Ao viajar com o seu cão para as áreas mais acometidas pela doença, proteja-o com a coleira impregnada com deltametrina a 4% e não deixe de usar repelentes.
Sobre a leishmaniose visceral
A leishmaniose é transmitida, principalmente, através da picada de um mosquito conhecido popularmente como “mosquito palha”. O cão tem um importante papel na manutenção da doença no ambiente urbano visto que pode permanecer sem sintomas mesmo estando doente. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a leishmaniose visceral registra anualmente 500 mil novos casos humanos no mundo com 59 mil óbitos. Quando não tratada, pode evoluir para óbito em mais de 90% das ocorrências. Na América Latina, ela já foi detectada em 12 países e, destes, cerca de 90% dos casos acontecem no Brasil, onde, em média, 3.500 pessoas são infectadas anualmente.
Apesar de classificada como doença de caráter rural, a boa adaptação do mosquito transmissor à vida urbana tem permitido a rápida expansão da doença no Brasil. Os desmatamentos, processos migratórios e o crescimento desordenado também contribuem para essa expansão e alteração do perfil epidemiológico da doença. “Por isso é de extrema importância adotar medidas preventivas para evitar que o cão seja infectado”, ressalta o Médico Veterinário e gerente Técnico da Intervet/Schering-Plough, Andrei Nascimento.
“Pesquisadores estimam que nas áreas endêmicas, para cada humano doente, existam 200 cães infectados”, finaliza.
22.07.11
08.06.11
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