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A raiva é uma zoonose (doença transmitida pelos animais ao homem) de letalidade elevada, chegando a 100% nos animais que desenvolvem sintomas da doença. Por este motivo, apesar da redução dos casos de raiva canina e felina no país, ainda é extremamente necessário vacinar os animais de companhia. A zoonose ainda não foi erradicada no Brasil.

De acordo com a Secretária de Vigilância em Saúde (SVS), no mês de abril deste ano houve uma ocorrência de raiva humana. Um homem de 49 anos, residente da região rural do município de Frutuoso Gomas (RN), foi mordido acidentalmente na mão por um morcego.

Logo após o caso, o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Paraná (CRMV-PR) divulgou, em 14 de maio, a confirmação da morte de um gato infectado por raiva, em Curitiba.

As investigações apontaram que o animal contraiu a doença por meio de contato com morcego infectado. Estes casos revelam que, mesmo com o grande número de campanhas feitas no País, que imunizam boa parte da população canina e felina, as ocorrências não deixam de aparecer.

Em 2002, houve casos de raiva transmitida por morcegos hematófagos em animais das espécies bovina, suína e eqüina. E, nos anos de 2006 a 2009, foram identificados morcegos frugivoros e insetívoros infectados pelo vírus da raiva.

Cães e gatos, em especial os que habitam s áreas rurais e que vivem em residências próximas a estes locais, estão mais propensos a contatos com morcegos e canídeos silvestres . Por isso, os proprietários devem estar atentos à vacinação anual. A prevenção ainda é a melhor forma de proteger o animal e o homem.

A transmissão da raiva ocorre, principalmente, por meio da mordida de um animal infectado com vírus e que esteja eliminando-o pela saliva. Há duas formas de raiva canina: a furiosa, que se caracteriza por inquietação, tendências ao ataque, anorexia pela dificuldade de deglutição e latido bitonal, e a forma muda, com inquietação, ausência de ataque e tendência a se esconder.

Nas áreas rurais, além de cachorros e gatos, bovinos, eqüinos, suínos, caprinos e ovinos também podem ser acometidos pela doença. No Brasil, cães e gatos são importantes na transmissão da raiva para o homem, principalmente devido à sua proximidade.

Os animais podem se infectar após serem mordidos por um cão raivoso (mais comum no caso dos cães) ou em função de seus hábitos de caça, pois os gatos podem se contaminar ao capturar morcegos.

 Depois do contato com um animal raivoso, o animal leva de dias a meses para desenvolver os sintomas. Após seu aparecimento, a doença costuma evoluir de forma rápida, variando de 1 a 11 dias, e o animal morre por paralisia respiratória.

O comportamento com a vacinação do animal de companhia contra a enfermidade, tanto em animais quanto em humanos. A consulta periódica a um médico veterinário auxilia na prevenção de outros tipos de doença tão perigosas quanto a raiva.
 

 Jornal O Popular/GO - Opinião - 27.08 a 02.09

 


 

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