Para cães e felinos, o verão pode ser sinônimo de pulgas, carrapatos e outros aborrecimentos. Como evitá-los? É o que vamos contar agora
por FABIANA CAVALHERI
design GUILHERME LIMA
Cães e gatos também se ressentem do verão escaldante. É que justamente nos meses mais quentes do ano se intensifica a reprodução de pulgas e carrapatos. Por isso, os donos devem reforçar o estoque de repelentes na estação. Vai levar seu amigo para uma cidade praiana ou para regiões com lagos e rios? Se a resposta for sim, você deverá avisar o veterinário. “Ele irá indicar a medicação contra dirofilaríose, uma doença cardíaca provocada por parasitas transmitidos pela picada de mosquitos que vivem em regiões assim”, explica Mário Marcondes, diretor do Hospital Veterinário Sena Madureira, em São Paulo.
Outras precauções para preservar a saúde do bicho: “Ele só deve sair de casa antes das 10 ou após as 16 horas”, recomenda a veterinária Rúbia Burnier, da Clínica Espaço Animal, na capital paulista. A sensação térmica do cachorro é sempre 4 graus acima da dos seres humanos, e o risco de queimaduras nas patas e de hipertermia, quando a temperatura do corpo sobe demais, aumenta muito no verão. “É comum recebermos cães em convulsão ou que sofreram desmaios depois de um passeio sob o sol do meio-dia”, conta Marcondes. Muitas vezes, o animal acaba na UTI e tem seqüelas graves, como problemas renais.
Também por isso, não deixe o animal no carro — nem mesmo por uns minutinhos e à sombra. A falta de circulação de ar é péssima para eles. “Os mais vulneráveis ao calor excessivo são os filhotes e os idosos, além de felinos de todas as raças e cães com focinho achatado, como o shih tzu, o lhasa apso, o pug e o buldogue”, alerta a veterinária Luciane Martins Neves, do Pet Center Marginal, em São Paulo. Os sintomas de mal-estar vão de fraqueza a vômitos, diarréia e tremores, até alterações mentais e respiratórias. Diante de qualquer um desses indícios, não hesite em procurar o veterinário. Mas, claro, o melhor mesmo é garantir que seu companheiro de todas as horas fique bem longe dos riscos típicos dos dias de temperatura máxima.
DICAS
• Leve sempre uma garrafa de água durante o passeio. Se perceber que o cachorro está muito ofegante, ofereça o líquido e até jogue um pouco sobre a cabeça dele.
• Cães e gatos de pêlos claros e curtos são as principais vítimas de câncer de pele. Então, use e abuse dos protetores solares veterinários.
• Totós atletas, como os que praticam agility, podem usar óculos de sol caninos. Isso mesmo! “Para o passeio comum, o acessório não é necessário, mas, se o bicho ficar mais exposto ao sol, o acessório protegerá seus olhos dos raios ultravioleta”, afirma o veterinário Mário Marcondes.
• Gatos devem ficar dentro de casa quando o sol está forte. “Eles, por instinto, costumam procurar os quartos e locais mais frescos. E o dono pode ajudar deixando um ventilador por perto”, aconselha Rúbia Burnier.
• Praia não combina com cachorro. Não leve o seu para a areia, porque as fezes podem transmitir doenças ao homem, como o bicho-geográfico, mesmo que as vacinas tenham sido atualizadas. Respeitar isso é questão de educação e cidadania.